Saturday, July 21, 2012

Tuesday, July 17, 2012

noite

aponto a minha câmara para o centro da galáxia, deixo o canto das cigarras tratar da focagem...as noites sem lua têm muito mais céu

Thursday, July 5, 2012

a un gato



No son más silenciosos los espejos
ni más furtiva el alba aventurera;
eres, bajo la luna, esa pantera
que nos es dado divisar de lejos.
Por obra indescifrable de un decreto
divino, te buscamos vanamente;
más remoto que el Ganges y el poniente,
tuya es la soledad, tuyo el secreto.
Tu lomo condesciende a la morosa
caricia de mi mano. Has admitido,
desde esa eternidad que ya es olvido,
el amor de la mano recelosa.
En otro tiempo estás. Eres el dueño
de un ámbito cerrado como un sueño.

A lição de Fukushima

"A catástrofe de Fukushima "é o resultado de um conluio entre o Governo, as agências de regulação e o operador Tepco (Tokyo Electric Power Company), e de uma falta de gestão naquelas mesmas instâncias", concluiu o relatório final. O documento apontou graves deficiências na actuação do Governo - nomeadamente do então primeiro-ministro Naoto Kan, que se demitiu no ano passado depois de críticas à forma como geriu a crise - e dos responsáveis da central nuclear. “Durante a investigação, a comissão encontrou uma ignorância e uma arrogância que não têm desculpa para qualquer pessoa ou organização que lide com energia nuclear."

Este painel de peritos considera que houve várias oportunidades perdidas e que a companhia responsável poderia ter adoptado medidas para evitar o acidente, vários anos antes de este acontecer. "A direcção da Tepco estava consciente dos atrasos nos trabalhos anti-sísmicos e nas medidas contra os tsunamis. Sabia que Fukushima Daiichi era vulnerável”, salientou a comissão."

No Público de hoje, 5/7/2012

A energia nuclear dizem alguns é neste momento viável e a solução para comportar as nossas necessidades de energia, enquanto as mesmas não são satisfeitas pelas energias renováveis...A pergunta no fundo é sempre a mesma : a que preço ?

Wednesday, July 4, 2012

Muddle, again

https://www.youtube.com/watch?v=Vm0VBWnUhvU

Muddle (from the free Merriam-Webster)

1mud·dle

verb \ˈmə-dəl\
mud·dledmud·dling\ˈməd-liŋ, ˈmə-dəl-iŋ\

Definition of MUDDLE

transitive verb
1
: to make turbid or muddy
2
: to befog or stupefy especially with liquor
3
: to mix confusedly
4
: to make a mess of : bungle
intransitive verb
: to think or act in a confused aimless way
mud·dler \ˈməd-lər, ˈmə-dəl-ər\noun

Origin of MUDDLE

probably from obsolete Dutch moddelen, from Middle Dutch, from modde mud; akin to Middle Low German mudde
First Known Use: 1676
 

Out

Monday, July 2, 2012

Late Night

Late Night, Margaret Atwood


Late night and rain wakes me, a downpour,
wind thrashing in the leaves, huge
ears, huge feathers,
like some chased animal, a giant
dog or wild boar. Thunder & shivering
windows; from the tin roof
the rush of water.

I lie askew under the net,
tangled in damp cloth, salt in my hair.
When this clears there will be fireflies
& stars, brighter than anywhere,
which I could contemplate at times
of panic. Lightyears, think of it.

Screw poetry, it’s you I want,
your taste, rain
on you, mouth on your skin.

found (musica improvisada)




a Lua, o Tejo





o mundo é só luz...será a cor apenas ruido introduzido pela nossa percepção ?

Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma




...é tudo o que temos

normalmente quem não tem passado, também não costuma ter futuro...



“A situação é muito grave porque os islamistas já destruíram seis mausoléus dos 16 que estão inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO”, disse ao PÚBLICO, por email, Lassana Cissé, que está no Mali a acompanhar de perto a situação, lamentando a actual falta de resposta.

A cidade de Tombuctu, que é considerada a jóia africana, foi tomada pelo Ansar Dine, um grupo com ligações à Al-Qaeda e que quer impor no Mali a sharia (lei islâmica), que não aceita que a população local, sufista, venere mausoléus de santos. O grupo islamista prometeu destruir todos os mausoléus e locais de culto e segundo Cissé a ameaça é para levar a sério."

in Público de 2/7/2012

Friday, June 29, 2012

Count That Day Lost



Count That Day Lost

If you sit down at set of sun
And count the acts that you have done,
And, counting, find
One self-denying deed, one word
That eased the heart of him who heard,
One glance most kind
That fell like sunshine where it went –
Then you may count that day well spent.

But if, through all the livelong day,
You’ve cheered no heart, by yea or nay –
If, through it all
You’ve nothing done that you can trace
That brought the sunshine to one face–
No act most small
That helped some soul and nothing cost –
Then count that day as worse than lost.

George Eliot

Thursday, June 28, 2012

Não mais palavras

Não mais palavras

Roubam os cemitérios : levam as cruzes, os anjos protectores, as fotos dos entes queridos
Tudo reduzido ao metal mais simples, segue em trânsito para novas utilizações,( a orgia do uso não pode parar)                                
Se uma parte do mundo abranda outras têm de tomar o seu lugar, para que o ritmo nunca abrande

Em África acendem fogueiras, queimam as presas dos elefantes mortos, a ideia é impedir que matem mais
Que matem de novo, que dizimem o que é livre, o que é belo, o que não precisa de nós -
O fumo das fogueiras sobe aos céus, o espirito dos elefantes mortos eleva-se nos ares e o seu tropel ouve-se. Ouve-se,
Ouve-se o tropel das manadas de elefantes mortos e os seus gritos - os seus gritos rasgam-nos por dentro
Tudo treme e ribomba, pó, fumo e vento, um vento que tudo leva numa voragem.

Não mais palavras, não mais palavras, palavras não mudam nada.






Wednesday, June 27, 2012

Soneto XVII

No te amo como si fueras rosa de sal, topacio
o flecha de claveles que propagan el fuego:
te amo como se aman ciertas cosas oscuras,
secretamente, entre la sombra y el alma.

Te amo como la planta que no florece y lleva
dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,
y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo
el apretado aroma que ascendió de la tierra.

Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,
te amo directamente sin problemas ni orgullo:
así te amo porque no sé amar de otra manera,

sino así de este modo en que no soy ni eres,
tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,
tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.

Tuesday, June 26, 2012

SHALLOW

Definition of SHALLOW

1
: having little depth <shallow water>
2
: having little extension inward or backward shallow slabs — Lewis Mumford>
3
a: penetrating only the easily or quickly perceived <shallow generalizations> b: lacking in depth of knowledge, thought, or feeling shallow demagogue>
4
: displacing comparatively little air :
weak <shallow breathing>
 
 
Sometimes that's how I feel...
 

Monday, June 25, 2012

toda a luz é sagrada



toda a luz é sagrada

cresce cabelo novo na tua cabeça
roubam todo o metal dos cemitérios,
derretem-no e mandam-no para o estrangeiro

cresce cabelo novo na tua cabeça
passam ruidosos grandes carros, cheios de fatos escuros
cala a rua o seu mal dizer, encolhidos os ombros ao mal viver

cresce cabelo novo na tua cabeça
é belo o teu andar, sensual o baloiçar das tuas ancas
é cálido e luminoso o dia, vale a pena viver
toda a luz é sagrada


Wednesday, June 20, 2012

How To Be a Poet

How To Be a Poet

(to remind myself)

i

Make a place to sit down.
Sit down. Be quiet.
You must depend upon
affection, reading, knowledge,
skill—more of each
than you have—inspiration,
work, growing older, patience,
for patience joins time
to eternity. Any readers
who like your poems,
doubt their judgment.

ii

Breathe with unconditional breath
the unconditioned air.
Shun electric wire.
Communicate slowly. Live
a three-dimensioned life;
stay away from screens.
Stay away from anything
that obscures the place it is in.
There are no unsacred places;
there are only sacred places
and desecrated places.

iii

Accept what comes from silence.
Make the best you can of it.
Of the little words that come
out of the silence, like prayers
prayed back to the one who prays,
make a poem that does not disturb
the silence from which it came.

Monday, June 18, 2012

YO VOY SOÑANDO CAMINOS



YO VOY SOÑANDO CAMINOS
Yo voy soñando caminos
de la tarde. ¡Las colinas
doradas, los verdes pinos,
las polvorientas encinas!…
¿Adónde el camino irá?
Yo voy cantando, viajero
a lo largo del sendero…
-la tarde cayendo está-.
“En el corazón tenía
la espina de una pasión;
logré arrancármela un día:
“ya no siento el corazón”.
Y todo el campo un momento
se queda, mudo y sombrío,
meditando. Suena el viento
en los álamos del río.
La tarde más se oscurece;
y el camino que serpea
y débilmente blanquea
se enturbia y desaparece.
Mi cantar vuelve a plañir:
“Aguda espina dorada,
quién te pudiera sentir
en el corazón clavada”.

Friday, June 15, 2012

The Hours Rise Up

 
the hours rise up putting off stars and it is
dawn
into the street of the sky light walks scattering poems

on earth a candle is
extinguished     the city
wakes
with a song upon her
mouth having death in her eyes

and it is dawn
the world
goes forth to murder dreams….

i see in the street where strong
men are digging bread
and i see the brutal faces of
people contented hideous hopeless cruel happy

and it is day,

in the mirror
i see a frail
man
dreaming
dreams
dreams in the mirror

and it
is dusk    on earth

a candle is lighted
and it is dark.
the people are in their houses
the frail man is in his bed
the city

sleeps with death upon her mouth having a song in her eyes
the hours descend,
putting on stars….

in the street of the sky night walks scattering poems
 
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From Tulips and Chimneys | New York: Thomas Seltzer, 1923