É extremamente curioso comparar as colunas de Vasco Pulido Valente e Catarina Portas, no Público de hoje(25 de Abril).
Observar como as suas posições à partida condicionam, a sua chegada, à visão que têm hoje daquele evento.
Muito mais perto de Catarina na origem, comungo com ela, da saudade da energia e da crença utópica que de repente tomaram conta de um povo, é claro que isto se sentia na rua, nas escolas, nas fábricas...Nos gabinetes já se ajustavam os de sempre à situação - tudo tinha que mudar, para que tudo pudesse ficar na mesma.
Dommage, tinham razão, na sua sagesse de séculos, contudo algo moveu-se e a verdade é que pode sempre tornar a mover-se...
Como contraponto lúdico, o mesmo jornal inclui ainda a visão de Miguel Esteves Cardoso - um ex-protagonista que agora, aparece como jardineiro ou ajudante de cozinha, prova de que todas as tarefas são úteis e necessárias e que vivam as Novas Oportunidades, porque as pessoas como os países estão sempre a tempo de mudar.
"Tanta inocência na infância, tanta inocência na revolução. Depois crescemos, com todas as dores consequentes. Mas a revolução, pura energia e mera felicidade, ainda está em nós."
Catarina Portas
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Saturday, April 25, 2009
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