Saturday, June 20, 2009

Moçambique





Ricardo Rangel

Fotógrafo moçambicano, Ricardo Achiles Rangel nasceu a 15 de Fevereiro de 1924, em Lourenço Marques (actual Maputo). Morreu a semana que passou.

Treasures

A trove of treasures, enjoy

A troca

O lobby de um grande hotel em África, é como uma aldeia, ao contrário da Europa onde sentimos a precariedade da permanência de cada um naqueles espaços, lá as pessoas estão instaladas, é ali que estão, instalam-se e recebem como se estivessem em casa.
Há uns dias dois colegas meus, encontravam-se num desses lugares numa cidade da África Austral, um deles impressionado com as vistas sobre a cidade, decidiu ir tirar umas fotos da varanda, deixando os seus pertences junto ao outro colega que ficou sentado num dos sofás.
Alguns momentos passados, um cavalheiro aproxima-se do colega sentado e passa-lhe para a mão um candeeiro de artesanato local: embaraço, tentativa de argumentação, enfim o cavalheiro retira-se, entretanto o colega paisagista regressa ao sofá, contente das recordações que registou.
- Oh pá, para que queres esse candeeiro ?
- Sei lá um tipo largou-mo aqui...e agora não sei o que faço a isto...
- Pá, as minhas coisas ? Levaram os meus sacos, levaram os meus sacos...

odds and ends

Friday, June 19, 2009

You are free, so happy birthday !

Do worry

Anne Frank of Sarajevo



To some people life gives lemons, out of the blue they manage to make lemonade.
I admire them a lot.


Zlata Filipović (born 3 December 1980)[1] is the author of the book Zlata's Diary.

From 1991 to 1993, she wrote in her diary (called "Mimmy") about the horrors of war in Sarajevo, through which she was living. Some news agencies and media outlets labeled her the "Anne Frank of Sarajevo". Unlike Frank, however, Zlata and her family all survived and escaped to Paris in 1993 where they stayed for a year. She attended St. Andrew's College, Dublin senior school, going on to graduate from the University of Oxford in 2001 with a BA in human sciences, and now lives in Dublin, Ireland.

Stolen Voices: Young People's War Diaries, from World War I to Iraq

Filipovic's Zlata's Diary (1994), about her teenage years in wartime Sarajevo, was an international best-seller. Now she and her coeditor combine brief excerpts from that stirring account with diary entries from young civilians and soldiers in World War I Germany; World War II Russia, Austria, New Zealand, Germany, Singapore, and the U.S.; Holocaust Lithuania and Poland; Vietnam; Israel and Palestine; and, finally, Iraq. Each entry is framed by a brief historical introduction and an afterword. Anne Frank is everywhere as inspiration, and, like her Diary, the power of these unforgettable pieces is in the close-up details of everyday life in crisis, fragments of war that raise elemental connections. One of the best is the spare account of an Austrian child on the Kindertransport. An American soldier in Vietnam writes of his unspeakable brutality against civilians; then, at an airport bar in California, he is refused service as a minor. An Israeli girl and a Palestinian confront the same question: "I don't understand why people want to kill me."
Hazel Rochman

Falando em cherne...

Democracia : quando fomos votar para as eleições europeias de dia 7, já sabíamos que o presidente da comissão europeia, seria Durão Barroso, ou pelo menos este contaria já com o apoio dos governos socialistas português e espanhol para a sua reeleição, independentemente do resultado que se verificasse nas urnas.
De facto, as urnas reforçaram a tendência com a qual Durão Barroso mais se identifica, mas curiosamente dois dos mais importantes líderes dessa tendência (Merkl e Sarkozy), afirmaram o seu apoio a Durão Barroso mas condicionaram-no ao conteúdo do programa que Barroso apresentasse, ao contrário dos apressados governos socialistas ibéricos.
Isto prova realmente, o quão pouco o sentido do voto dos eleitores europeus é considerado pelos poderes de facto da Europa. Maior ainda é o desprezo demonstrado por socialistas e sociais democratas pelos seus eleitores, o que justifica plenamente o desinteresse que as pessoas mostraram pela eleição.
No fundo e quando os resultados foram analisados, todos falaram de derrotas e vitórias locais, ninguém falou da Europa.

Cherne



Sigamos o cherne

Sigamos o cherne, minha Amiga!
Desçamos ao fundo do desejo
Atrás de muito mais que a fantasia
E aceitemos, até, do cherne um beijo,
Senão já com amor, com alegria...

Em cada um de nós circula o cherne,
Quase sempre mentido e olvidado.
Em água silenciosa de passado
Circula o cherne: traído
Peixe recalcado...

Sigamos, pois, o cherne, antes que venha,
Já morto, boiar ao lume de água,
Nos olhos rasos de água,
Quando mentido o cherne a vida inteira,
Não somos mais que solidão e mágoa...

Alexandre O'Neill

Thursday, June 18, 2009

street fighting man



No matter what battles are won on the field, because there'e where you fight them :
read this, please

women are the niggers of the world




Ontem a noticia eram o aumento dos casos reportados de violência doméstica...apesar de muitos de nós já acharmos os temas da igualdade de género um pouco demodés( e da Ferreira Leite...), ainda existe na verdade um longo caminho a percorrer...


Tarefas não pagas
Mulheres trabalham mais 16 horas que homens
18.06.2009 - 11h11 Lusa

As mulheres ainda trabalham mais 16 horas por semana que os homens em tarefas não pagas, relacionadas com a família, apesar da evolução legislativa relativa à parentalidade.

De acordo com o Relatório sobre o Progresso da Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens no Trabalho, no Emprego e na Formação Profissional que hoje será apresentado no Parlamento, continua a existir uma acentuada assimetria na partilha do trabalho não pago entre homens e mulheres.

Segundo o documento, a que agência Lusa teve acesso, os homens dedicam em média 43 horas e meia semanais ao trabalho pago e menos de 9 horas e meia ao trabalho não pago.

As mulheres trabalham de forma remunerada 41 horas e seis minutos e não remunerada 25 horas e 24 minutos.

Contando com o tempo de deslocação para o trabalho e de regresso a casa os homens trabalham um total de 55 horas e 42 minutos enquanto as mulheres trabalham 69 horas.

Assim, as mulheres trabalham em média mais 13 horas por semana porque são as principais responsáveis pelas tarefas domésticas e pelos cuidados com as crianças e idosos.

O facto de as mulheres continuarem a ser as principais cuidadoras da familia faz com que continuem a ganhar menos que os homens e a estarem menos representadas nos lugares de decisão das empresas, embora a taxa de actividade feminina tenha aumentado consideravelmente nos últimos anos.

"Isto são questões estruturais que se combatem com fiscalização efectiva da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), com trabalho de promoção dos direitos para a igualdade e com trabalho junto das empresas para que percebam a importância da igualdade de oportunidades para a própria produtividade da empresa", disse à Lusa a presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), Catarina Marcelino.

"Por isso se está a tentar dar mais condições às famílias para melhor conciliarem a actividade profissional com a vida familiar e trazer o homem mais para esfera privada, partilhando as responsabilidades familiares com a mulher", acrescentou, lembrando a nova lei da parentalidade e o programa PARES, que levou a criação de novas creches e lares de idosos por todo o país.

Segundo Catarina Marcelino foram dados passos positivos para a promoção da igualdade de género entre 2006 e 2008 - período a que se refere o relatório - pois "as empresas estão a cumprir mais e os trabalhadores conhecem melhor os seus direitos".

"A prova disso é que as queixas apresentadas na CITE e na ACT diminuiram", afirmou.

O relatório que será hoje apresentado pelo secretário de Estado do Emprego é obrigatório, de acordo com um lei de 2001, e deveria ser anual mas só foi apresentado um em 2005.

beauté

Wednesday, June 17, 2009

Buda



Na beira do penhasco sobre a cidade, estava eu sentado como um Buda, esquecido de tudo.
Nem o abismo, nem a noite, nem o vento, nada me interessava. As pessoas em baixo, o movimento das luzes, tudo, tudo me era estranho.
Com os olhos rasos de lágrimas, apenas esperava. Como num exorcismo, esperava que saísses de mim.
Saísses de mim.

Ah, Nicole

Freedom, technology, people



A very interesting read

Tuesday, June 16, 2009

River of love

La Esmeralda



Vivia nuns prédios novos que tinham construído à saída da cidade, era morena e muito magra.
Vestia de escuro e quem a visse passar na rua, pensaria que era uma mulher já velha. O filho acompanhava-a quase sempre, também muito escuro, muito magro.
Não sei como lá fui parar, um arranjo doméstico, um ajudar a carregar qualquer coisa...só sei, que depois de a olhar nos olhos, não a podias ignorar mais. Os olhos eram castanhos, escuros, muito brilhantes, com uma intensidade animal. Fixavam-se nos teus e abriam-te, tu rachavas como uma melancia a caír no chão, já não podias fugir ao seu olhar.
Combinámos que eu voltaria mais tarde, quando o miúdo já dormisse. Andei pelos cafés, inquieto sem saber por quê, nem fui a casa comer, esperei...
Cheguei pela hora combinada, ela devia-me espreitar da janela, porque não precisei de bater, abriu-me a porta assim que cheguei ao patamar, encostou-se do lado de dentro e olhou-me da mesma forma, ou penso que sim, porque havia pouca luz, mas acho que isso só intensificava os tições que ardiam nos seus olhos.
Atirei-me a ela, atirei-me a ela como se fosse o bálsamo para os meus males, água para a sede do meu corpo ressequido, beijámo-nos como famintos, arranquei-lhe a roupa, arrancou-me a roupa e fizémo-lo logo ali no chão da sala. Fizémo-lo muito depressa e muito violentamente, como desesperados, como se o mundo fosse acabar, como se não tivéssemos amanhã.
Continuámos a encontrar-nos, sempre assim, sem grandes conversas, sempre na sala, sempre sem pausas para explicações ou promessas. Nunca me pediu nada, nunca se queixou de nada, faziamo-lo e faziamo-lo, o seu corpo magro, bebia-me até á saciedade, nesse momento erguia-se e começava-se a vestir, eu sabia que devia ir.
Um dia não me disse quando devia voltar, pensei que não fosse preciso, voltei dois dias depois pela hora habitual, não estava, nunca mais esteve.
Ninguém alguma vez me soube explicar quem era, donde tinha vindo para onde teria ido.

Holi






Holi is celebrated as a welcoming of Spring, and a celebration of the triumph of good over evil.


Holi
From Wikipedia, the free encyclopedia


Holi, also called the Festival of Colors, is a popular Hindu spring festival observed in India, Pakistan, Nepal, Bangladesh, and countries with large Hindu diaspora populations, such as Suriname, Guyana, South Africa, Trinidad, the UK, Mauritius, and Fiji. In West Bengal of India and Bangladesh it is known as Dolyatra (Doul Jatra) or Basanta-Utsab ("spring festival"). The most celebrated Holi is that of the Braj region, placed connected to Krishna - Mathura, Vrindavan, Nandagaon and Barsana, places which have become tourist destinations during the festive season of Holi, which lasts here to up to sixteen days [1].

The main day, Holi, also known as Dhulheti, Dhulandi or Dhulendi, is celebrated by people throwing colored powder and colored water at each other. Bonfires are lit the day before, also known as Holika Dahan (death of Holika) or Chhoti Holi (little Holi). The bonfires are lit in memory of the miraculous escape that young Prahlad had when Demoness Holika, sister of Hiranyakashipu, carried him into the fire. Holika was burnt but Prahlad, a staunch devotee of god Vishnu, escaped without any injuries due to his unshakable devotion. Holika Dahan is referred to as Kama Dahanam in Andhra Pradesh.

Holi is celebrated at the end of the winter season on the last full moon day of the lunar month Phalguna (February/March), (Phalgun Purnima), which usually falls in the later part of February or March. In 2009, Holi (Dhulandi) was on March 11 and Holika Dahan was on March 10.

Rangapanchami occurs a few days later on a Panchami (fifth day of the full moon), marking the end of festivities involving colors.

É bom ver pessoas felizes

Cyber Activism




Hundreds of thousands of Iranians marching in support for the presidential opposition candidate Mir Hussein Moussavi.

"The crackdown on communications began on election day, when text-messaging services were shut down in what opposition supporters said was an attempt to block one of their most important organizing tools. Over the weekend, cellphone transmissions and access to Facebook and some other Web sites were also blocked.

Iranians continued to report on Monday that they could not send text messages.

But it appears they are finding ways around Big Brother.

Many Twitter users have been sharing ways to evade government snooping, such as programming their Web browsers to contact a proxy — or an Internet server that relays their connection through another country.

Austin Heap, a 25-year-old information technology consultant in San Francisco, is running his own private proxies to help Iranians, and is advertising them on Twitter. He said on Monday that his servers were providing the Internet connections for about 750 Iranians at any one moment.

“I think that cyber activism can be a way to empower people living under less than democratic governments around the world,” he said."

Social networks bloom under duress

Hommage to Matisse



If you reduce everything to colours, what are you left with ?
Light, that's what...

Se reduzires tudo à cor, o que te resta ?
A luz, apenas a luz...

Lisboa



Nas nossas ruas, ao anoitecer

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer

Life as it began




Prebiotic chemistry

Monday, June 15, 2009

Ver Sacrum







Art is totality, art strives to engage you fully - there's no escape to art.

A arte é a plenitude, a arte agarra-te pelos gasganetos - não te escapas da arte.

Paul Hawken's Commencement Address in Portland

CharityFocus Blog: Paul Hawken's Commencement Address in Portland

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"Humanity is coalescing. It is reconstituting the world, and the action is taking place in schoolrooms, farms, jungles, villages, campuses, companies, refuge camps, deserts, fisheries, and slums.

You join a multitude of caring people. No one knows how many groups and organizations are working on the most salient issues of our day: climate change, poverty, deforestation, peace, water, hunger, conservation, human rights, and more. This is the largest movement the world has ever seen. Rather than control, it seeks connection. Rather than dominance, it strives to disperse concentrations of power. Like Mercy Corps, it works behind the scenes and gets the job done. Large as it is, no one knows the true size of this movement. It provides hope, support, and meaning to billions of people in the world. Its clout resides in idea, not in force. It is made up of teachers, children, peasants, businesspeople, rappers, organic farmers, nuns, artists, government workers, fisherfolk, engineers, students, incorrigible writers, weeping Muslims, concerned mothers, poets, doctors without borders, grieving Christians, street musicians, the President of the United States of America, and as the writer David James Duncan would say, the Creator, the One who loves us all in such a huge way."

Nuda Veritas



A verdade encara-te de frente e mesmo que não queiras, tens de enfrentá-la, mais cedo ou mais tarde.

Truth looks you straight in the eye and even if you don't want it, you have to face it, sooner or later.

Z is for Zooey



Iranian elections

Khamenei Calls for Inquiry as Demonstrators Defy Ban

Can a regime choose to change from the inside ? Well, it has happened before : Spain in the seventies, China a bit, even the death of the USSR...so why can't Iran, which has a population fresh with youngsters...

Slow

Fast

Crush



When are one old enough, not to develop crushes on screen actresses ?

Danseuse dans le fauteuil



Such sensuality...

Can

Magazine

Love

Condominio fechado



Temos amigos que moram num condominio fechado, com piscina e jardins perfumados.
Quando saímos da sua casa e seguimos para o carro que fica estacionado fora, atravessamos os jardins perfumados, passamos pela piscina e descemos a escada do segurança, para chegarmos à rua.
Sentimo-nos como Adão e Eva, expulsos do paraíso.

Sunday, June 14, 2009

continuidade






Giorgio Morandi (Bolonha, 20 de Julho de 1890 — Bolonha, 18 de Junho de 1964) foi um importante pintor italiano. Ficou conhecido por sua precisão na pintura de natureza morta.


Filho de uma família da classe média com cinco filhos, Morandi começou a trabalhar aos dezesseis anos no escritório de uma sociedade comercial dirigida por seu pai.

Começou as suas experiências artísticas com desenhos e pequenas figuras para o presépio de família, feitas em em terracota. No período compreendido entre 1907 e 1913, estudou na Academia das Belas Artes em Bolonha.

Entre 1913 e 1929 foi professor em algumas escolas primárias, ensinando desenho geométrico. Giorgio Morandi, juntamente com Giorgio de Chirico e Carlo Carrà foram os fundadores da chamada Pintura Metafísica.

A naturezas mortas de Paul Cézanne, tiveram uma grande influência na sua obra, assim como Picasso e Braque (Cubismo).

Morandi em 1914, apresentou em Roma duas das suas obras na Primeira Exposição Futurista Livre. Em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, Morandi que tinha sido incorporado no exército, adoece gravemente, tendo mesmo sido internado num hospital militar.

Em 1918, tendo conhecido Mario Broglio, editor da revista Valori Plastici, teve com a sua ajuda a oportunidade de expor em 1921 as sua obras em diversas cidades alemãs.

Em 1930 foi-lhe oferecido o cargo professor de gravura na Academia de Belas Artes de Bolonha, que manteve até 1956

Durante a Segunda Guerra Mundial foi preso e acusado de pertencer à Resistência.
(Da Wikipedia)

Dedica-se uma vida a pintar as mesmas coisas, sempre as mesmas coisas, como se fora das paredes do atelier nada se movesse...mas tudo muda, muda sempre e nós próprios também, como gotas de água, fazemos parte deste rio, sem o sabermos, sem sabermos para onde vamos.
Basta fazermos as nossas coisas, fazer sempre, fazer bem, fazer melhor.

Friday, June 12, 2009

Gran Torino



Watched this the other day...Great movie, please watch.

Dia de Portugal

"Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de
excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de
que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão
melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis."

Do discurso de António Barreto, nas comemorações do Dia de Portugal em Santarém

Emotional tension(2)



Nice video

this might come in handy

Emotional tension (1)







The aesthetics of emotional tension : every and each one of us is caught in the turmoil.
We lead repetitive ordinary lives, full of ennui, then one day - violent upheaval lands upon us.

Emotional machine

Emotional Perception
Mo, over at Neurophilosophy, has a fantastic summary of a new paper from scientists at the University of Toronto investigating the link between affective mood and visual perception. The basic moral is this: If you want to improve your peripheral vision, or become better at noticing seemingly extraneous details, then do something to make yourself happy:

Positive moods enhanced peripheral vision and increased the extent to which the brain encoded information in those parts of the visual field, to which the participants did not pay attention. Conversely, negative moods decreased the encoding of peripheral information. But does the enhanced peripheral vision that occurs because of positive mood induction come at the expense of central (or "foveal") vision? Schmitz and his colleagues compared FFA activity in the positive and negative mood induction trials, but found no difference. The enhanced peripheral vision following positive mood induction does not, therefore, occur as a result of a trade-off with central vision.
The larger point, of course, is that emotion influences every aspect of cognition, even aspects of sensory processing that seem to have nothing to do with feeling or passion. This, I think, is one of the most important theoretical shifts to take place in cognitive science over the last few decades. From its inception in the mid-1950's, the cognitive revolution was guided by a single metaphor: the mind is like a computer. We are a set of software programs running on 3 pounds of neural hardware. (Cognitive psychologists were interested in the software.) While the computer metaphor helped stimulate some crucial scientific breakthroughs - it led, for instance, to the birth of artificial intelligence and to insightful models of visual processing, from people like David Marr - it was also misleading, at least in one crucial respect. Computers don't have feelings. Because our emotions weren't reducible to bits of information or logical structures, cognitive psychologists diminished their importance.

Now we know that the mind is an emotional machine. Our moods aren't simply an irrational distraction, a mental hiccup that messes up the programming code. As this latest study demonstrates, what you're feeling profoundly influences what you see. Such data builds on lots of other work showing that our affective state seems to directly modulate the nature of attention, both external and internal, and thus plays a big role in regulating thinks like decision-making and creativity. (In short, positive moods widen the spotlight, while negative, anxious moods increase the focus.) From the perspective of the brain, it's emotions all the way down.

In praise of gardeners









A garden is a complex of aesthetic and plastic intentions; and the plant is, to a landscape artist, not only a plant – rare, unusual, ordinary or doomed to disappearance – but it is also a color, a shape, a volume or an arabesque in itself.
~ Roberto Burle Marx



Roberto Burle Marx is internationally known as one of the most important landscape architects of the 20th century.

An artist of multiple facets, besides being a landscape designer he was also a remarkable painter, sculptor, singer, and jewelry designer, with a sensibility that is shown throughout his work.

Born in São Paulo in August 4th, 1909, Roberto Burle Marx moved to Rio de Janeiro in 1913.

During the years of 1928 and 1929 he studied painting in Berlin - Germany, where he was often seen at the Dahlem Botanic Garden's greenhouses. In this garden he noticed for the first time the beauty of the tropical plants and the Brazilian flora.

His first landscape project was a private garden for a house designed by the Architects Lucio Costa and Gregory Warchavchik in 1932. Since then, his landscape works improved as well as his painting and drawing.

In 1949, he bought a 365,000m2 estate in Barra de Guaratiba, in the outskirts of Rio de Janeiro, where he started to organize his big collection of plants.

In 1985, he donated this estate to a federal government cultural organization, Pró-Memória National Foundation, which is nowadays called National Institute for Cultural Heritage - IPHAN.

Roberto Burle Marx died in Rio de Janeiro in 1994, at the age of 84.

In 1955, he founded a landscape company, called Burle Marx & Cia. Ltda. (Burle Marx & Company), where he started to develop landscape design, along with the implementation and maintenance of his residential and public gardens. In 1968, Haruyoshi Ono, a landscape architect, became his partner.

Burle Marx & Cia. Ltda. landscape studio, created by Roberto Burle Marx in 1955. The office develops landscape projects, and implements, maintains, and restores gardens. It is also requested as a consulting board, giving supervision and orientation in landscape and environmental issues. In addition, it owns a small nursery that produces and sells plants




O desenho das pedras portuguesas, marca registrada do
calçadão, foi refeito mais recentemente pelo
paisagista Roberto Burle Marx a partir de um desenho
que já existia na Avenida Atlântica original e que foi
trazido da Praça do Rossio, em Lisboa. “O que se diz é
que essas ondas do Burle Marx são mais sensuais e mais
bonitas que as de Portugal”, conta, em jeito de
provocação, o historiador Carlos Kessel.

Tuesday, June 9, 2009

Ah, Portugal, Portugal



Cada galo no seu poleiro, todos em fila cantando alegremente (ou não...)
Mas o que um galo canta o outro galo não ouve (nem quer ouvir...)
Todos os galos em fila, para onde vão os galos ?
Seguindo a trilha do milho, quando o há, quando o dão.

Viva Portugal.

The great late Frank Zappa



watch out for his words at the end of the video...

Viúvas

Passo pelas viúvas de manhã quando venho para o comboio...vão à padaria, ou à praça, as mais modernas ao café.
Todas elas perderam as cores e são baças e apagadas. Andam curvadas, como se o que as mantinha erguidas, lhes tivesse sido arrancado de dentro.
São como as flores, ainda no ramo, mas já passado o esplendor, esperando, esperando...

I see the widows in the morning, when I rush to the train...they go to the baker's, the market or even, the more modern ones, to the coffee.
All of them colourless, withdrawn, almost invisible. They walk bended, as if what made them stood, was ripped from inside them.
They're like flowers, still in the plant, but past their splendor, waiting, waiting...

Cura-me, salva-me

Greifer

Equipped with easel, flute and precision gun
Paul Verhaeghen


"...

Sometime in March or April 1943, Stella Goldschlag stood at her window in the Sammellager – the former Jewish nursing home in the Grosse Hamburgerstrasse. It was the early evening of a gorgeous spring day, and heaven knows those are rare in Berlin. From her window, she had a good view of the Jewish cemetery – right underneath was the tomb of Moses Mendelssohn, the great scholar and philosopher from the time of Frederick. Mendelssohn had been a big proponent of the integration of Jews and Germans; he had done the first Hebrew-to-German translation of the Torah, as a service to the gentiles. On an open space in that venerable cemetery with its picturesquely sunken monuments, Stella noted much laughter and merriment. A few of the guards had taken off their uniform jackets; they were playing soccer. Four jackets marked the goalposts. The ball they were using must be flat, Stella thought, it refuses to bounce. Then she looked more closely. The object that the guards kicked back and forth was not a soccer ball. It was a human skull.

Stella had a secret of her own. Stella was a Greifer, a catcher: each day she went into town and made her living pointing out fellow Jews to the Gestapo. For every person she brought in, the Gestapo paid her 20 Reichsmark. More importantly, for every person she brought in she could point out a prisoner – a friend, a family member – and that person would be spared. Except that they wouldn't. When Stella found out, she decided to keep up her gruesome business, if just to save her own life and that of her fellow-catcher boyfriend.

The very first person Stella denounced was her husband.



These stories add up. Because they are true – in many senses of the word. Because the world is not the same without them. These stories tell us who we are. Terror, torture, wanton executions – this is what humans do. Sure, we love. Sure, we paint and write and dance and sing. But this cavalcade of horror is not an aberration. We are built to play. And players like their toys. Need their toys. All you need to do is convince yourself that this human being is not at all like you, and he becomes your toy.

Holding another life in your hand is the ultimate possession. You carve a person's flesh. His mind, his identity, his future, his fate, rests in your hand, and yours alone. You can twist his very soul until it breaks and – oh yes – you will. For he is – wholly – yours, and how could you resist?

...

Our biggest fear is this : that we live for the same reason Jamadi, the nameless Soviet prisioner, Stella's victims, Mengele's little gypsy friend, and some 3000 Manhattan office workers died.

For no reason at all."


My point is, as long as there's one who cares enough to remember and tell our story, there is a reason. Hope.

Monday, June 8, 2009

mágoas na lembrança



Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Luís Vaz de Camões


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Nada se perde, tudo se transforma

Tiananmen


This file photo taken twenty years ago on June 2, 1989 shows some of the hundreds of thousands of Chinese gathering around a 10-meter replica of the Statue of Liberty (center), called the Goddess of Democracy, in Tiananmen Square demanding democracy despite martial law in Beijing. Hundreds, possibly thousands, of protesters were killed by China's military on June 3 and 4, 1989, as communist leaders ordered an end to six weeks of unprecedented democracy protests in the heart of the Chinese capital. (CATHERINE HENRIETTE/AFP/Getty Images)

If we all abstain from elections and civic participation, we will end up being chinese.

Drôle de film

Ka'bah




The black granite Ka’ba, the cubical structure that stands as the holiest center of Islam, features at its eastern vertex a small black stone about the size of a grapefruit, the al-hajar al-aswad, which may or may not have fallen to earth in the time of Adam and Eve. Supported in a silver frame, this obsidian-like cipher structures space for some billion Muslims, standing as it does at the culminating point known as the qibla—the direction to which devout followers of Mohammed address their five daily obeisances. Tradition has it that the rock was once snowy white, and has darkened over time through exposure to human sin.

A snowy white stone that gives shape to the universe: as it happens, we all carry within our skulls the vestige of such a thing, a kind of existentially reversed qibla (this one perspectival, the other metaphysical) that gives us our sense of being at the center of things, the sense that we are upright at the origin point of a three-dimensional space. The “otolithic organs,” as they are known, are a pair of sensors—the utricle and the saccule—nestled in the labyrinthine architecture of the inner ear.
Leftovers / The Orienting Stone

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D. Graham Burnett

The blessed art of levitation


Sassetta (Stefano di Giovanni), The Blessed Ranieri Rasini Freeing Poor People from Prison in Florence, 1437–1444.


I would levitate, from here to there
finding you, I will hastily try to kiss you
my powers will fade and I will crash, as heavy rain


Read all about it here

the positive



This really reminds me of Blade Runner and its Replicants with implanted family memories...Now you can get them in the internet.

Europa

Just some quick thoughts on the results of yesterday's European elections :

- Socialist and Social Democrats on the government were more penalized than center right parties also on government : it looks association with banks, big finance and corruption accusations are heavier on them than on their colleagues…
- Voters don’t give a damn, and not only on the old countries of the Union, even worst new members also didn’t care to vote in significant numbers. The European project is far from the citizens, they feel there’s little democracy in the European process and their vote should be more significant.
- A significant fringe of racist, fascist anti-immigrant minorities are organized and mobilized enough to be heard on the European Parliament, what a shame

Saturday, June 6, 2009

Gozo poderoso

la musica es amor

I.

...it's late in the evening, but shop windows still scream with incredible bargains...dark clouds advancing everywhere, millions losing their jobs, lots of others sacrificing leisure time to hold on to theirs, like if jobs are dear lives.
We go through the streets silently, on the other side of the street a blind couple goes by, slowly feeling their way with the help of canes, each one holding on to the other.

II.

...in the middle of the Atlantic Ocean a jet plane crashes, because something that could never go wrong, did go the worst possible way...more than two hundred lives lost.
Just you think about it, things that shouldn't happen, do show up all the time.
Story of our lives.

III.

...Years ago, was I younger and went to the famous Pére Lachaise graveyard in Paris, France to contemplate the tombs of some famous deceased. Looking for some otherwordly inspiration, I guess.
But what I remember now, is the old blind men, each with a child by the hand, waiting for the coins of the passers-by. In the street the walls were full of reclined black men, just waiting, nowhere to go, nothing to do just letting time goes by...the South in Paris, the deep South.
Awhile ago I read a book about Sudanese children, running away from war, fleeing their country, how they went walking in a single line, with the more feeble, walking behind, many times losing touch with the row, staying back left alone to die or be eaten by hungry beasts.

Somehow all this connects in my mind, as I try to grasp some meaning. The future ?

Of splendor in the grass

The Poetical Works of William Wordsworth With a Memoir Por William Wordsworth:

Be now for ever taken from my sight
Though nothing can bring back the hour
Of splendor in the grass of glory in the flower
We will grieve not rather find
Strength in what remains behind
In the primal sympathy
Which having been must ever be
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering
In the faith that looks through death
In years that bring the philosophic mind

Peach Plum Pear

Colchas

Nasci na casa dos meus avós maternos e vivi lá até me casar. A minha avó Maria nunca saía de casa, mas naquele tempo as pessoas ainda se preocupavam umas com as outras, e ela tinha muitas visitas.
Cresci assim a ouvir conversas de mulheres, sempre fui muito sossegado e pouco aventureiro, portanto ficava por perto, brincando calado e ouvia.
Mais tarde, quando a escola me fez saír do mundo fechado do bairro onde nasci e vivia, comecei também a frequentar a casa dos meus avós paternos e o mundo aí, era ainda mais feminino.
O meu avô era pescador e vivia com as marés, portanto ou estava no rio a aproveitar a maré ou a dormir para apanhar a da noite. O meu pai tinha duas irmãs mais novas e outra já casada, mas que vivia ali mesmo ao lado, portanto eram tardes cheias de conversas de mulheres e eu mais uma vez ao lado calado a ouvir, a fazer uma pergunta de vez em quando.
A vida é uma colcha, que vai sendo tecida de geração em geração e são as mulheres que o fazem, em recato, quando se juntam e poem a conversa em dia e desfiam os momentos alegres e tristes que são o nosso caminho, a história das familias.
Sempre as ouvi falar de tudo, mas acho que guardavam sempre uma reserva, no fundo conscientes da minha presença. Quando as minhas tias mais novas casaram também, aproveitei a cumplicidade que tinhamos, para pedir alguns conselhos ou pedir pequenas ajudas, que não queria ou podia pedir aos meus pais.
Sempre tive um carinho muito grande, por uma dessas tias, talvez porque a achasse mais parecida com o meu pai e se calhar comigo, portanto fiquei muito triste quando lhe foi diagnosticada uma doença grave, que a levou em pouco tempo. Nunca quis falar comigo sobre isso e penso que na última ocasião que a vi, me mandou mesmo embora.
Acho que sei agora, que aquela doença era uma daquelas coisas, que as mulheres guardavam para falar só entre elas e da qual eu nunca poderia fazer parte.

Friday, June 5, 2009

crude stereotype

"I consider it part of my responsibility as president of the United States to fight against negative stereotypes of Islam wherever they appear. But that same principle must apply to Muslim perceptions of America. Just as Muslims do not fit a crude stereotype, America is not the crude stereotype of a self-interested empire."
PRESIDENT OBAMA, in his speech to the Muslim world.

No one, no country should be a stereotype, well in fact nobody IS - so stop behaving like there are stereotypes...there are only misguided individuals and misguided countries.
Allow time for change, amass energy for change, get involved in change.
It will happen.

Can't resist the groove

Wednesday, June 3, 2009

Como passar a vida sem grande trabalho(1)



De pequenino se torce o destino, como dizia o cantor, eh, eh...Começa-se por ser um puto vivaço, daqueles que se aproveitam de toda a gente, mas saem sempre pela porta dos bons patifes. Logo na escolinha, lancha-se dos colegas, mas tem de se ser muito engraçado e fantasiar o máximo, tipo não é de prever(nunca será possível) mas se...todos os putos caem nessa, desde que nos mantenhamos inamovíveis e não mostrarmos demasiado interesse e tenhamos fontes um bocado inverificáveis tipo ouvimos num programa do Odisseia, ou lido num livro do nosso tio.
Assim, somos sempre companhia desejada, os profs acham que ajudamos a compor o grupo, somos um factor positivo e assertivo no meio de toda aquela gentinha pequena e barulhenta, colocam-nos junto a um colega avançado e deixam-nos copiar em paz e assim tranquilamente vamos passando de ano.
Somos um zero a desporto, mas assumimos em todas as circunstâncias uma postura conhecedora, tanto que nem seria justo competirmos realmente com os colegas, num desafio mais forte,podemos sempre invocar uma qualquer maleita familiar congénita, que nos torna geneticamente predispostos para coisas mais espirituais.
Num instante já temos buço e andamos pelos cantos à procura de todo o tipo de experiências fortes, é uma época de grandes disparates e corremos o risco de perdermos muito dos créditos amealhados anteriormente, se não soubermos fingir arrependimento nas alturas certas. Umas delações supostamente arrancadas, provam o nosso colaboracionismo e o nosso grau de maturidade, com as distrações entretanto arranjadas perdemos algum balanço e os nossos pais vão ter de se esmifrar para nos aguentar numa universidade privada. Convém anuir a usar vestimentas cretinas nalgumas ocasiões anuais e continuar a beijar velhos(naquele estado já não têm género...).

Familiar places




I loved to read this

The trick, of course — and it is a hard one to master — is to think of home not as a place we go to or come from, not as something inherent in the world itself, but as a place we carry inside ourselves, a place where we welcome the unfamiliar because we know that as time passes it will become the very bedrock of our being.
VERLYN KLINKENBORG

China watching



China is like a big lab, what happens there is important to all of us...

Erros Meus

Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente

Erros meus, má Fortuna, Amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que para mim bastava Amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que já as frequências suas me ensinaram
A desejos deixar de ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa a que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De Amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

On top they're beautiful...




Phytoplankton -- such as this colony of chaetoceros socialis -- naturally give off fluorescent light as they dissipate excess solar energy that they cannot consume through photosynthesis. Credit: Maria Vernet, Scripps Institution of Oceanography

Single-celled phytoplankton fuel nearly all ocean ecosystems, serving as the most basic food source for marine animals from zooplankton to fish to shellfish. In fact, phytoplankton account for half of all photosynthetic activity on Earth. The health of these marine plants affects commercial fisheries, the amount of carbon dioxide the ocean can absorb, and how the ocean responds to climate change.

Tuesday, June 2, 2009

Pure energy




"When a particle and its antiparticle meet, they annihilate each other and their entire mass is converted into pure energy."

A very young God was playing with a load of matter in one hand and a load of antimatter in the other, being childish and playful He joined hands...

BIG BANG

I'm your puppet

Monday, June 1, 2009

- Não vejo, avó, não vejo...

Peço para levar a sopa à minha avó, ela está fechada no quarto há dias, escondida de nós, os netos. O meu avô, e os meus pais, tentam esconder o que já adivinhámos : a minha avó Maria, está louca, sofre de alucinações e sempre tão calma e gentil, grita agora como uma possessa, tem a energia dos prosélitos...
Não sei como, a minha mãe confia nos meus sisudos 11 anos e deixa-me continuar, também não sei como, eu tinha andado a ler sobre antipsiquiatria e confiado nas minhas leituras, ia experimentar a minha abordagem revolucionária na minha avó.
A minha avó, tinha uns olhos azuis, doces e suaves, como ela sempre tinha sido, passava a maior parte do tempo, desde que eu me recordava deitada na sua cama e durante a noite levantava-se e vinha aconchegar-nos a roupa, eu apanhava sustos enormes, porque acordava e sentia alguém a aproximar-se de mim, lentamente e imaginava a morte e passava um comboio e soava como a sua carroça que chegava para me levar...
Pousei o prato na mesa da cabeceira, beijei a minha avó e tentei conversar naturalmente, rapidamente o bijou da familia, começou a ser denunciado como a nossa eminente desgraça, calmamente e com moderação, tentei demonstrar o contrário.
Os carros eram bastante seguros, o nosso também, toda a gente começava a ter um, o meu pai era o melhor e o mais cuidadoso dos condutores...mas nada demovia a minha avó, que entretanto agarrou no crucifixo que sempre tinha junto a si.
- Olha, filho, vê como a avó sabe, vê como o sangue corre nas veias de nosso Senhor, vê filho vê o sangue de nosso Senhor...
Entretanto a minha mãe tinha chegado e empurrado-me para fora do quarto.

Muitos anos depois e com a minha doença, percebi que se fala com a pessoa, com a doença não se consegue falar...

Amazónia



Greenpeace denuncia destruição da Amazónia por grandes marcas mundiais
01.06.2009 - 12h16 PÚBLICO

"Até 2018 prevê-se que a quota brasileira de mercado mundial da indústria pecuária venha a duplicar. Actualmente, detém partes dos três gigantes pecuários do Brasil – Bertin, JBS e Marfrig -, acusados pela Greenpeace de contribuírem para a destruição de grandes áreas da floresta amazónica.

“A expansão do sector pecuário ameaça deitar por terra a meta do Governo de reduzir a desflorestação em 72 por cento até 2018”, considera a organização. Segundo o Governo de Lula da Silva, estas reduções iriam evitar a emissão de 4,8 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO2).

Neste momento, o Brasil é o quarto maior agressor do clima, sendo que a maioria das suas emissões provêm do abate e queima da floresta tropical.

“Ao apoiar a destruição da Amazónia em nome da pecuária, o Governo do Presidente Lula está a desprezar os seus próprios compromissos climáticos, bem como os esforços globais para enfrentar a crise climática”, considerou Andre Muggiati, da Greenpeace Brasil.

Em Dezembro deste ano, o mundo reúne-se em Copenhaga para chegar a acordo sobre o sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012. A desflorestação tropical é responsável por cerca de 20 por cento das emissões de gases com efeito de estufa, mais do que todo o sector dos transportes. “Por isso, qualquer novo acordo deve lidar efectivamente com a desflorestação”, considera a organização."

O Brasil e o seu governo, são apenas como o surfista cavalgando a onda que somos todos nós...nós somos os consumidores finais dos produtos que saem das áreas deflorestadas, sem alterarmos os nossos padrões de consumo, bem podemos chorar lágrimas de crocodilo.
Em vez de viver com efeito estufa os nossos filhos viverão em estufas...

Mirrors



Quando eu era novo e jogava futebol, havia lá um rapaz, dos mais empenhados, nunca faltava a um treino, parecia ter tudo para ser um verdadeiro craque, mas tudo lhe saía mal quando jogava.
O treinador dizia : - Filipe, os teus pés parecem máquinas de atirar pratos...
Isto porque nunca se sabia onde os passes e os cruzamentos dele iam parar...assim é a vida, corremos pelo nosso flanco, chegamos à linha de fundo e tentamos cruzar, para que algum companheiro nosso marque golo, na realidade nunca sabemos o que acontece à bola depois de saír do nosso pé...

Sunday, May 31, 2009

Not what if, what now is better



A nice text about Ballard

"My greatest ally was the pram in the hall."
This is a very nice thought, because most of us decide our lives precisely this way : we go through all the expected motions and end up trapped by the bounds and boundaries of love...

MUNDOpequeno



"A luz e as nuvens, o espaço e as atmosferas, as pedras e as falésias, os mares, as montanhas e o fogo são referências constantes no vocabulário do pintor, sendo traduzidos em vibrantes cromatismos. Aqueles elementos são tão simbólicos como as representações de objectos, de panejamentos, de elementos minerais ou vegetais, e de figuras humanas quando as respectivas formas se desenham em espaços vazios ou emergem em paisagens polimórficas e ambíguas.

Entre a abstracção e a figuração, a expressão plástica de Eduardo Carqueijeiro enquadra-se nas áreas do onírico e do simbólico; esta vertente é particularmente objectivada nos títulos atribuídos pelo pintor aos seus quadros, nos quais parece querer sublinhar o sentido poético, e inclusivamente transcendente, dos respectivos temas e das motivações para o seu trabalho."
Emília Nadal

Gosto disto

Bettina




Muse

"Contava ela que no colégio em que andava não havia espelhos e, por isso, não fazia ideia como era. Até que um dia, tinha eu 13 anos, fiquei estarrecida quando, sentada com as minhas irmãs ao pé da minha avó, vi o grupo inteiro reflectido num espelho. Reconheci imediatamente todas, menos uma estranha rapariga com olhos de fogo, muito corada e com umas grandes tranças pretas. Nunca a tinha visto, mas fui logo atraída para ela. Em sonhos já tinha amado uma pessoa parecida com aquela. E havia qualquer coisa na expressão dela que me comoveu tanto que os meus olhos se encheram de lágrimas. E disse de mim para mim que tinha de seguir aquela criatura, prometer-lhe fidelidade e confiança. Se lhe fizer um sinal, sei que ela responde. Se me levantar, ela virá ter comigo. Nesse momento sorrimos as duas. Só nessa altura tive a certeza que, no espelho, tinha visto a minha própria imagem” (“Os filmes da nossa vida”, O Independente, 14 de Outubro de 1994; estes textos foram reeditados em livro).

Em jeito de remate certeiro, João Bénard da Costa deixa-nos a seguinte e valiosa análise: “Há quem interprete este passo como manifestação de narcisismo. Nada disso. Do que se trata é de espelhismos: fidelidade à imagem própria, como primeiro preceito corroborativo da verdade, da vida, da beleza e do amor”.

Beethoven.