por vezes o ar fica dentro dos pulmões.
por vezes não conseguimos desprender o ar que entrou nos nossos pulmões,
agiotas vorazes ficamos intoxicados pela volúpia da pertença, o agarrar
daquilo que não nos pertence, o ar ao ar apenas pertence.
encenamos pequenas mortes, que nada têm a ver com a morte
a Morte chega sempre pelo seu pé e anuncia-se com um arrepio gélido
imobiliza-nos a meio do gesto.
a morte liberta-nos do mundo, do agarrar e do ser agarrado.
a morte é como o ar e o mundo,
o ar é do ar, o mundo do mundo e a morte da morte.
nós somos do momento.